Carlos Silva é de Figueiró dos Vinhos e, por isso, nota-se a urgência no tom de voz. Tanto o líder da UGT, como Arménio Carlos, da CGTP, vão aproveitar a reunião da Concertação Social para sensibilizar o Governo para a importância de ajudar as empresas e os trabalhadores afetados pelos incêndios nos principais concelhos afetados, na zona centro do país.

Queremos saber naturalmente que disponibilidade é que existe por parte do Governo para implementar conjunto de medidas que promovam empregabilidade, que ajudem empresas que foram destruídas, nomeadamente nos concelhos de Castanheira de Pera, Pedrógão e Figueiró dos Vinhos, que é o meu, como sabem"

Carlos Silva diz que tem recebido "muitos contactos" e tem sugestões a dar ao Governo. Quer dizer ao ministro do Trabalho, da Solidariedade e da Segurança Social, Vieira da Silva, que "há empresas totalmente destruídas, sobretudo da área das madeiras e que perderam na totalidade, nos três concelhos, 200 postos de trabalho".

O fogo de 17 de junho provocou a morte de 64 pessoas, feriu cerca de duas centenas e destruiu muitas habitações e empresas, para além dos inevitáveis prejuízos na floresta, ainda por contabilizar.

Em relação à reforma da floresta, Carlos Silva advogou que "é fundamental que o país encontre na Assembleia da República um pacto de regime entre os partidos políticos". Matérias que considerou muito importantes, "para além de uma legislatura", e que necessitam de consenso alargado.

Já o líder da CGTP entende que se justifica que seja criado um fundo para "procurar repor materiais e condições para que as empresas possam rapidamente voltar a trabalhar e preservar os postos de trabalho".

Recorde-se que, na semana passada, o Governo anunciou a criação de um fundo de apoio à revitalização dos concelhos atingidos pelo incêncio de Pedrógão Grande, que incluem ainda Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pera.

Ao mesmo tempo, Arménio Carlos defendeu "medidas para combater desertificação e saída das empresas e pessoas do interior do país", sem concretizar.

 As centrais sindicais querem evitar novas tragédias e vão sentar-se à mesa com o Governo para procurar soluções nesse sentido.