A Assembleia da República aprovou, esta sexta-feira, uma lei que estende às zonas afetadas pelos incêndios de outubro os benefícios e medidas de prevenção de incêndios já decididos para a região centro, em junho.

O diploma abre também a possibilidade de o Governo estender as ajudas aos municípios afetados pelos fogos, entre junho e outubro, como Mação, onde, em julho, as chamas destruíram, segundo a câmara, cerca de 75% do concelho.

A lei aprovada resulta de um texto consensualizado entre o PS, PSD, BE e CDS, a partir de projetos dos bloquistas e dos democratas-cristãos.

O PCP absteve-se, dado que tinha um projeto mais abrangente, alargando os apoios a todos os concelhos afetados pelos incêndios de 2017, sem ficar dependente de uma decisão do Governo, como acabou por ficar decidido, e apresentou uma declaração de voto.

Na sua declaração de voto, os comunistas consideram “preferível dar, eventualmente, apoio a pequenas áreas ardidas a deixar de fora concelhos com 75% da sua área ardida e é isso que acontecerá com Mação, Nisa e Gavião e certamente outros, a não ser que o Governo intervenha”.

A lei aprovada inclui, em anexo, “as medidas de apoio às vítimas dos incêndios florestais ocorridos em 15 e 16 de outubro de 2017 nos concelhos” decididas, através de resolução do Conselho de Ministros de 10 de janeiro.

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As tragédias dos incêndios florestais do verão passado provocaram mais de 100 mortos, 66 dos quais em junho, em Pedrógão Grande; e 45 em outubro, na região Centro. Os fogos fizeram ainda 350 feridos e provocaram milhões de euros de prejuízos.