Se a máquina fiscal conseguir manter o nível de receitas alcançado em maio, 2016 não trará tantos amargos de boca: o governo tinha prometido que se a coleta ficar acima do previsto, e tendo em conta os valores arrecadados com a sobretaxa de IRS, o diferencial será revertido para o contribuinte, na altura dos reembolsos, no próximo ano.

Ou seja, na altura de acertar contas com o Estado nos rendimentos relativos a 2015, o reembolso pode ser maior.
Como a receita com IVA e IRS tem de facto crescido (4,7% segundo dados da execução orçamental), e segundo contas do Diário Económico - com base na equação publicada em Orçamento do Estado - cerca de 40% da receita será devolvida aos contribuintes na forma de crédito fiscal em 2016.

A isto acresce uma outra medida, esta inscrita no Plano de Estabilidade, que o executivo também já anunciou: a redução gradual da sobretaxa em 0,85 pontos percentuais até 2019. O valor pode não se sentir logo em janeiro - porque depende da publicação no Orçamento do Estado -, mas terá impacto mensal na retenção na fonte que é aplicada aos salários dos trabalhos.

O Governo aguarda agora pelos dados da execução orçamental de junho para publicar no Portal das Finanças o simulador que vai permitir aos contribuintes saber se haverá lugar à redução da sobretaxa.