Para 2017, o IRS não sobe mas também não desce.

O jornal Expresso avança que o governo já decidiu e não vai alterar as taxas nem os escalões de imposto para o ano que vem.

Uma decisão que a líder do Bloco de Esquerda ainda espera ver alterada. Catarina Martins, que falava em Torres Novas, lembra que “faz parte do acordo que fizemos com o Partido Socialista repor progressividade no IRS”, e espera que isso mesmo seja “anunciado no âmbito do Orçamento de Estado para 2017”.

A líder bloquista sublinha que o partido defende que “o IRS deve ser mais progressivo, para proteger mais quem tem baixos salários e porque quem ganha mais deve pagar mais”.

Na prática, manter tudo igual no IRS significa que o levantamento da sobretaxa não vai ser compensado. E como são os escalões mais altos que mais sobretaxa pagam, são também esses que recuperam mais rendimento no ano que vem.

A sobretaxa de IRS é aplicada de forma gradual. Atualmente começa em 1%, nos rendimentos a partir dos 7 mil e 70 euros anuais, até atingir os 3,5% nos rendimentos mais elevados, a partir dos 80 mil euros.

Ainda no IRS, o Governo estará a preparar também uma alteração ao regime das deduções. Este ano, os contribuintes podem deduzir até 30% das despesas com educação com um tecto global de 800 euros, mas segundo o jornal Público, no ano que vem o limite passa a variar consoante o número de filhos.

A TVI tentou confirmar estas informações junto do Ministério das Finanças, mas a equipa de Mário Centeno remeteu os comentários para a apresentação do Orçamento de Estado.