A maioria dos contribuintes deve receber o reembolso do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares (IRS), no máximo, até meio da semana que vem.

À TVI, fonte oficial do ministério da Finanças, assegurou que “até ao dia 28 de julho foram processadas 96% das declarações, correspondendo a 2,5 milhões de ordens de reembolso”.

Os dados refletem ordens de reembolso dadas pelos serviços da Autoridade Tributária e Aduaneira. “Entre a autorização de reembolso e a creditação na conta bancária do contribuinte decorrem cerca de quatro dias úteis”, acrescenta a mesma fonte oficial do ministério de Mário Centeno.

Quantos os restantes 4% que falta processar, serão reembolsados “até aos prazos legais estipulados”, concluiu a mesma fonte.

Em relação aos valores totais dos reembolsos de 2016, o ministério diz que “a esta data as ordens de reembolso são superiores às do período homólogo de 2015 em perto de 58 mil reembolsos, o que corresponde a um acréscimo de 2,34%”.

As ordens de reembolso correspondem a um montante de 2,25 mil milhões de euros, mais 262 milhões de euros que em igual período do ano passado.

Em junho, o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Fernando Rocha Andrade,tinha dito no parlamento que a Autoridade Tributária e Aduaneira estava a demorar, em média, 36 dias a pagar os reembolsos do IRS, mais do que no ano passado, justificando com as novas regras que entraram em vigor.

Posteriormente, no final do mesmo mês, um problema informático impediu o pagamento por transferência bancária aos contribuintes que entregaram a declaração via internet.

Aparentemente, todos os dias a Autoridade Tributária efetua milhares de transferências bancárias para pagamento de reembolsos, através do envio de uma ordem global para a Agência de Gestão da Tesouraria do Crédito Público - IGCP. Mas a 30 junho, houve um problema informático no envio dessa ordem para o IGCP, sendo automaticamente ativado o procedimento de contingência: emissão de cheques. Uma situação que foi logo regularizada.