O antigo ministro da Economia Álvaro Santos Pereira defendeu hoje que o IRC em Portugal deve descer para os 10% ao longo da próxima década, afirmando que baixar o imposto para os 23% «é interessante mas não chega».

«Temos de conseguir baixar o IRC [Imposto sobre o Rendimento de Pessoa Coletiva] para os 10% nos próximos 10 anos (...) e de ter um país menos burocrático e mais amigo do investimento», afirmou o antigo governante numa conferência hoje em Lisboa organizada pela revista Exame.

Para Santos Pereira, «baixar o imposto para perto do 20% é interessante, é bom, mas não chega», considerando que «a prioridade número um tem de ser baixar a carga fiscal, que está a asfixiar a economia portuguesa e está a asfixiar as famílias portuguesas».

«Temos de conseguir maneira de baixar a carga fiscal, se não a economia não vai ter futuro. Ter o IRC a 10% é um imperativo», reiterou.

«Baixar os impostos é importante, é vital, é fundamental para atrair mais crescimento e se tivermos de ir contra a Europa, paciência», disse o economista considerando que «é um disparate» que os países em situações financeiras complicadas não possam apoiar as suas empresas diretamente por questões de concorrência.