As exportações aumentaram 9% em fevereiro, em comparação com o mesmo mês de 2016, depois de terem disparado quase 20% em janeiro, indicam os dados divulgados esta segunda-feira pelo Instituto Nacionald de Estatística. A desaceleração verifica-se também em relação às importações, que cresceram 8,9%, quando em janeiro tinham aumentado 22,4%.

Assim, o ritmo abrandou face a janeiro, tanto bens vendidos como comprados ao estrangeiro. Ainda assim, a evolução, em percentagem, continua próxima dos dois dígitos. 

Excluindo os Combustíveis e lubrificantes, as exportações cresceram 5,5% e as importações aumentaram 4,0% (respetivamente +16,6% e +15,1% em janeiro de 2017).

Os principais países de destino

Tendo em conta os principais países de destino em 2016, em fevereiro deste ano apenas em três países se nota uma redução nos bens vendidos: Alemanha, Bélgica e Países Baixos.

Nos restantes, houve aumentos, sobretudo para Espanha, Estados Unidos e Angola (+10,0%, +53,5% e +61,1%, respetivamente).

Nas importações, o maior destaque vai para o aumento dos produtos comprados à Rússia "(justificado pela importação de óleos brutos de petróleo e fuelóleo)", seguindo-se as importações provenientes de Espanha e Alemanha.

Contas feitas, o défice da balança comercial de bens situou-se em 746 milhões de euros em fevereiro de 2017, "representando um aumento de 58 milhões de euros face ao mês homólogo de 2016. Excluindo os Combustíveis e lubrificantes a balança comercial atingiu um saldo negativo de 456 milhões de euros, que corresponde a uma redução de 35 milhões de euros em relação ao mesmo mês de 2016", adianta ainda o INE.

Para Portugal, são muito importantes as exportações de serviços, como o turismo, que não estão contabilizadas neste boletim do INE

Balanço mais atualizado de 2016

O Instituto aproveita para atualizar o balanço de 2016: as exportações de bens aumentaram 1,0% e as importações de bens cresceram 1,3% face ao ano anterior.

"O mercado espanhol foi o que mais contribuiu para o aumento global das exportações, enquanto nas importações foi a Rússia, devido à aquisição de combustíveis. Em termos dos bens transacionados, em 2016 destaca-se o aumento das exportações de Bens de consumo e das importações de material de transporte. Em sentido contrário, continuaram a registar-se reduções significativas nas transações de combustíveis"

No caso dos bens vendidos ao estrangeiro, verifica-se uma "desaceleração relativamente ao crescimento de +3,7% registado em 2015". "Devido a esta evolução, as exportações atingiram em 2016 o valor mais elevado de sempre das Estatísticas do Comércio Internacional de bens".