À semelhança do que se passou em março, as exportações e as importações de bens voltaram a cair em abril: as primeiras 2,5% e as segundas 7,3%. Para o declínio dos bens vendidos lá fora, que são considerados o motor da economia, pesaram sobretudo Angola e China.

As exportações para Angola derraparam 46,8% e para a China afundaram 60,9%. As contas do Instituto Nacional de Estatística também destacam os Estados Unidos, já que Portugal vendeu para aquele país do outro lado do Atlântico menos 15,6%.

Angola também entra na explicação para a queda proeminente de 7,3% das importações portuguesas em abril. Portugal comprou muito menos bens a Luanda.

"Angola foi o país que mais contribuiu para a redução global das importações neste mês (-65,4%). Angola e os Estados Unidos deixaram de pertencer aos dez maiores países fornecedores, tendo o Brasil e a Suécia atingido respetivamente a 9ª e 10ª posições neste mês".

Na comparação com março, as exportações recuaram 3,8% e as importações 0,6%.

O INE destaca que, se não tivermos em conta os combustíveis e lubrificantes, as exportações aumentaram 1,2% e as importações diminuíram 0,4% face ao mesmo mês do ano anterior (e -1,2% e +3,0%, respetivamente, na comparação mensal). 

Contas feiras, no quarto mês do ano, o défice da balança comercial totalizou 708 milhões de euros, apresentando uma melhoria de 277 milhões de euros em relação a 2015.

"Excluindo os Combustíveis e lubrificantes, em abril de 2016 o saldo da balança comercial atingiu -518 milhões de euros, correspondente a um decréscimo do défice em 65 milhões de euros face a abril de 2015", destaca ainda o INE.

De realçar que, para Portugal, são muito importantes as exportações de serviços, como o turismo, que não estão contabilizadas nestas estatísticas.

Vinho, um produto de ouro

Os vinhos são tradicionalmente um dos principais produtos exportados por Portugal e em que se registam dos maiores excedentes comerciais. As estatísticas do INE dão-lhe, por isso, especial destaque. 

Em 2015, foram o 9º principal produto vendido para os mercados externos, com um peso de 1,5% e atingiram o 4º maior excedente comercial.

"Nos últimos anos as exportações de Vinhos têm vindo a aumentar em termos nominais, tendo registado um acréscimo de 1,7% em 2015 face ao ano anterior e de 26,9% em relação a 2009", conclui.