As exportações de bens caíram 2% em junho face ao período homólogo do ano passado, já as importações diminuíram 0,4%, segundo os dados divulgados esta terça-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

O preço dos combustíveis acabou por ditar esta trajetória. É que excluindo os Combustíveis e lubrificantes, as exportações aumentaram 0,5% e as importações cresceram 3,6% (respetivamente +1,8% e +6,6% em maio de 2016).

O INE refere que a quebra mensal (comparada com junho de 2015) nas exportações está, sobretudo, relacionada em resultado da redução de 14,3% registada no comércio extra-União Europeia (-10,2% em maio de 2016), dado que as exportações intra-UE aumentaram 2,8% (+2,2% em maio de 2016).

Já as importações diminuíram 0,4%  (-3,8% em maio de 2016), traduzindo também o impacto da descida das importações extra-UE em 2,4% (-20,0% em maio de 2016). Com as importações intra-UE cresceram 0,2% (+2,3% em maio de 2016).

Entre os principais países de destino em 2015, destacam-se em junho de 2016 as reduções homólogas verificadas nas exportações para Angola (-42%), China (-39,5%) e Países Baixos (-22,1%).

O défice da balança comercial de bens aumentou 68 milhões de euros no mês em análise em relação ao mesmo mês de 2015 e o défice da balança comercial excluindo os Combustíveis e lubrificantes aumentou 151 milhões de euros.

Já no segundo trimestre, as exportações de bens decresceram 1,9% e as importações de bens diminuíram 3,7%, também na comparação homóloga.

Exportações caem economia treme

As exportações e as importações são uma das componentes fundamentais do Produto Interno Bruto. Uma deterioração do défice da balança comercial em nada contribui para a recuperação económica.

Os números do INE surgem no mesmo dia em que o Conselho Europeu reiterou a decisão da Comissão de não sancionar Portugal e Espanha. Uma posição elogiada já pela Comissão que, em comunicado, volta a frisar que os dois países têm que relevar "ação efetiva" no sentido de caminharem para chegarem a um défice abaixo de 3%.

Também hoje, o gabinete de Mário Centeno reforçou que não serão precisas medidas adicionais e que está tudo a correr de acordo com as metas estipulada no Orçamento do Estado para 2016.