“Porque procurar casa em Lisboa pode fazer-te sentir assim.” As palavras são de Madonna, que ainda agora começou a procura na capital e já começa a sentir dificuldades.

E é fácil perceber porquê.

Desde 2010 que não se vendiam tantas casas no país. As últimas estimativas apontam para um total de 280 mil casas transacionadas até ao final do ano.

No Instagram, a cantora norte-americana partilhou o estado de espírito através da publicação de um grafíti nas ruas de Lisboa, curiosamente de uma artista norte-americana, MissMe, acompanhada de três emoji – um coração, uma bandeira portuguesa e o rosto de um palhaço.

E Madonna já não esconde a paixão por Lisboa.

 

Because House Hunting In Lisbon can feel like this..............♥️🇵🇹🤡 @miss_me_art

Uma publicação partilhada por Madonna (@madonna) a

A diva da Pop já foi vista a visitar um palacete na zona da Lapa e, antes, surgiram rumores de que teria comprado uma quinta em Sintra, além da alegada disputa com Phill Collins por um palácio no Chiado. Mas é num hotel de luxo, em Alcântara, que tem as suas malas, numa altura em que 2017 se perspetiva como um ano recordista em vendas imobiliárias.

Para já, foram vendidos quase 189 mil imóveis em Portugal, indica o Dinheiro Vivo, e, destes, cerca de 94 mil correspondem a imóveis de habitação, segundo a APEMIP - Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal.

No ano passado, foram atingidas as 258.316 transações imobiliárias, mas 2017 deve fechar acima das 270 mil (até 280 mil), o valor máximo desde o recorde de vendas de 2010, isto é, 332.241 imóveis.

Até junho, as vendas cresceram 10% e as contas do terceiro trimestre ainda só contabilizam a primeira semana de setembro.

Lisboa e Porto são as cidades mais apetecíveis para investidores nacionais e estrangeiros, com a capital a liderar as vendas com 38 mil transações, acima das mais de 26 mil da Invicta.

E uma vez que a construção nova ainda se apresenta tímida, são as vendas de casas usadas que estão a mexer com o mercado: 86,3% dos cerca de 189 mil imóveis já vendidos respeitam a vendas “em segunda mão”, ainda que os edifícios recuperados possam entrar neste bolo, uma vez que mantêm os registos antigos.