Nos primeiros dez meses de 2015, o crédito à habitação disparou cerca de 70%, em comparação com igual período do ano anterior.
 
Até outubro de 2015 os bancos concederam cerca de 3131 milhões de euros em crédito à habitação, enquanto que em igual período do ano anterior o valor rondava os 1835 milhões de euros, um aumento de 70% de um ano para o outro. 

Segundo dados do Banco de Portugal divulgados pela TSF, o mercado do arrendamento continua a ser mais fraco do que o da compra e venda de imóveis. Lisboa é o distrito onde o aluguer de casa é mais forte, mas apenas um terço de quem procura casa o faz com intenção de arrendar; os outros dois terços querem adquirir uma habitação.

No mesmo distrito, os dados do censo de 2011 recolhidos pelo Instituto Nacional de Estatística mostram que apenas um quarto dos imóveis colocados no mercado têm por destino o aluguer, sendo os restantes 75% para vender.

A lei da reforma do arrendamento, que entrou em vigor em 2012, tinha por objetivo dinamizar o mercado do arrendamento, que em Portugal sempre foi mais débil que o da compra de habitação própria. Os números do Banco de Portugal mostram que a tendência para comprar casa parece estar mais uma vez a ganhar força.

Em declarações à TSF, o presidente da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal, Luís Lima, considera que “a lei não funcionou”, acrescentando que se "falou muito na questão da liberalização das rendas mas não do mais importante, que era criar condições para que os proprietários possam colocar as casas no mercado a preços mais acessíveis".