Nesta que é a Semana Europeia da Mobilidade, o anúncio de uma iniciativa sobre mobilidade por parte do Instituto Nacional de Estatística. O INE vai lançar, já em outubro, um inquérito à mobilidade nas Áreas Metropolitanas de Lisboa e do Porto, que vai abranger os hábitos de deslocação de cerca de um milhão de pessoas. É uma amostra elevada em relação às habitualmente usadas pelo INE.

O Inquérito à Mobilidade 2017 (IMob 2017) será realizado através da Internet em imob.ine.pt, a partir de 16 de outubro. Será também possível responder presencialmente, nos alojamentos que não o fizerem através da plataforma informática, entre 27 de outubro e 17 de dezembro.

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No total, são 290 mil os alojamentos selecionados - 80 mil no Porto e 130 mil em Lisboa -, que vão ser contactados pelo INE para responder a este inquérito em 35 municípios.

O inquérito pretende saber como se deslocam os trabalhadores e os estudantes destas áreas, quanto tempo demoram, a distância percorrida e os custos.

O questionário vai permitir realizar padrões de mobilidade diária da população, reunir a opinião dos utilizadores de transporte individual ou coletivo e as motivações que conduzem às opções de transporte. O estudo questiona ainda:

  • número de veículos do agregado familiar
  • deslocações diárias
  • local de trabalho ou escolas
  • tipo de transportes utilizados nas deslocações
  • hábitos de estacionamento de veículos
  • tempo de deslocação
  • se há membros do agregado com deficiências físicas que limitam as deslocações, por exemplo

Em cada agregado só um dos membros responde ao inquérito, mas cada pessoa do agregado é incluída e pode dar origem a um modo diferente de deslocação.

Carro era o transporte mais usado nas últimas estatísticas

Dados dos censos de 2011 registaram que o automóvel ligeiro particular foi o principal meio de transporte, utilizado por quase dois terços dos residentes na AMP (Áea Metropolitana do Porto) e por mais de metade dos residentes na AML (Área Metropolitana de Lisboa).

Nessa data, 84,4% da população trabalhadora ou estudante na AMP demorava até 30 minutos na deslocação para o trabalho ou estabelecimento de ensino.

Na AML era 71,1% da população que demorava até 30 minutos a chegar ao trabalho ou à escola.

Em 2011, eram cerca de 94,0% dos cerca de 1,1 milhões de empregados e estudantes residentes na AMP os que se deslocavam no interior da AM e cerca de dois terços do total destas pessoas trabalhava ou estudava no município de residência.

Na AML, eram 98,1% de cerca de 1,7 milhões de empregados e estudantes os que se deslocavam no interior da AM e 61% deles trabalhava ou estudava no município de residência.

O IMob 2017 é realizado com a colaboração das Áreas Metropolitanas de Lisboa e do Porto.