A taxa de desemprego em Portugal no segundo trimestre deste ano baixou para 16,4 por cento, mas o certo é que para Filipe Garcia, economista da IMF, «há riscos para a manutenção desta melhoria».

«Em primeiro lugar, há que filtrar a sazonalidade e esperar que a economia portuguesa ¿ que tem dados sinais de estabilização - recupere efetivamente. Mas o grande risco está em 2014, com a implementação do OE 2014, nomeadamente a Reforma do Estado - o próprio BdP admite o potencial efeito recessivo dessa Reforma», refere o especialista numa nota enviada à TVI24.

No entanto, como a sazonalidade é uma condição que por si só não permitiria a redução da taxa de desemprego nesta magnitude, «a queda de 1.3 pontos percentuais na taxa de desemprego revela uma melhoria das condições de base do mercado de trabalho. Notar que os inquéritos mais recentes dão conta de uma estabilização ou até aumento da empregabilidade da indústria e de estabilização nos outros setores», explicou.

Taxa de desemprego cai para 16,4% no segundo trimestre