“Estas candidaturas não resistiram a uma análise mais rigorosa e a um regulamento mais exigente” que impunham “a prática da igualdade salarial e conselhos de administração com composições plurais e equilibrados do ponto de vista do género”, disse Teresa Morais, esta segunda-feira, em declarações à Lusa.







“Na altura disse que se tornássemos o prémio mais exigente nos arriscávamos a ter um ano em que o prémio ficasse deserto. Na verdade o prémio não ficou deserto, as empresas vieram a concurso [20 inicialmente, acabando por ficar 17], mas não atingiram a pontuação mínima necessária” para que o prémio fosse atribuído, sublinhou.

Teresa Morais disse não conceber que “uma empresa que tem um conselho de administração vasto integralmente constituído por homens receba um prémio chamado Igualdade é Qualidade”.



“Se temos esse trabalho sério no terreno não podemos deixar de pedir às empresas que reajam a essa situação e ultrapassem essas diferenças que significam uma discriminação ou uma desvalorização das qualificações das mulheres”, acrescentou.