O reembolso antecipado de 14.000 milhões de euros ao FMI deve significar uma poupança de 700 milhões aos cofres do Estado, avançou esta quarta-feira a presidente da Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública, Cristina Casalinho.

«As poupanças são significativas e no cúmulo podem ser na ordem dos 700 milhões para o montante total», de 14.000 milhões de euros, respondeu Cristina Casalinho aos jornalistas, no final da sua audição na comissão parlamentar de Orçamento, Finanças e Administração Pública.

Já o reembolso previsto para este ano permitirá uma poupança «na ordem dos 100 milhões de euros», disse a presidente do IGCP.

Na semana passada, a ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, disse que Portugal reembolsará em março 6.000 milhões de euros ao Fundo Monetário Internacional, dos 14.000 milhões previstos em dois anos e meio.

Cristina Casalinho adiantou esta manhã no parlamento que o Estado vai emitir mais 4.000 milhões de euros este ano do que inicialmente previsto e reduzir a almofada financeira em 2.000 milhões de euros para reembolsar o FMI.

Na última atualização da estratégia de financiamento da dívida pública, de janeiro, o IGCP antecipou que as necessidades líquidas de financiamento do Estado sejam de 11,2 mil milhões de euros em 2015 e que a reserva financeira no final do ano seja de 10,2 mil milhões, prevendo-se ainda que sejam precisos 11 mil milhões de euros para financiar o Estado em 2016.