Portugal volta ao mercado na próxima semana numa segunda emissão de longo prazo do trimestre, esperando arrecadar até 1.000 milhões de euros através de dois leilões de Obrigações do Tesouro, com maturidade a cinco e a 14 anos.

Numa nota enviada à comunicação social, a Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP) anunciou que a emissão vai ocorrer na próxima quarta-feira, pelas 10:30, e que as Obrigações do Tesouro (OT) têm maturidades em 15 de abril de 2021 e 15 de fevereiro de 2030, com um montante indicativo global entre 750 milhões e 1.000 milhões de euros.

Este será o segundo duplo leilão de OT deste trimestre, depois de a 09 de março o IGCP ter colocado 1.215 milhões de euros com este instrumento, embora com maturidades diferentes.

No último leilão de Obrigações do Tesouro comparável a cinco anos, que ocorreu a 09 de março, o IGCP colocou 594 milhões de euros a uma taxa de juro de 2,03%.

É preciso recuar a 2010 para encontrar um leilão de Obrigações de Tesouro com maturidade próxima dos 14 anos. A 28 de julho desse ano, Portugal colocou 681 milhões de euros em Obrigações de Tesouro com maturidade em outubro de 2023, a uma taxa de juro média de 5,377%.

Mais recentemente, o IGCP tem optado por realizar leilões de OT a 10 anos - e no último leilão com esta maturidade, que ocorreu a 09 de março, conseguiu colocar 621 milhões de euros a uma taxa de juro de 3,13% - ou com maturidades bem superiores, com destaque do leilão a 22 anos, que ocorreu em outubro do ano passado.

Nesse leilão, Portugal colocou 350 milhões de euros a uma taxa de juro 3,23%.

No Programa de Financiamento da República Portuguesa para 2016, divulgado aos investidores em janeiro, o IGCP disse esperar emitir, em termos brutos, entre 18.000 a 20.000 milhões de euros em dívida de médio e longo prazo este ano, "combinando sindicatos e leilões" e assegurando "no mínimo" um leilão de Obrigações do Tesouro (OT) por trimestre.