A presidente da Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP) disse esta quarta-feira acreditar que as regras de prevenção de branqueamento de capitais foram cumpridas na corrida aos certificados em janeiro.

Em declarações à «Antena 1» e ao «Jornal de Negócios», a eurodeputada socialista Ana Gomes questiona se houve branqueamento de capitais na corrida aos certificados em janeiro, admitindo que uma parte do montante investido pode ter servido para lavagem de dinheiro, e avança que vai alertar a Comissão Europeia e o Banco Central Europeu (BCE) para a questão.

Confrontada pelos jornalistas sobre esta posição, Cristina Casalinho recordou que há dois canais de subscrição dos Certificados de Aforro e de Tesouro: através do homebanking do IGCP e pelos CTT.

«Há um contrato que o IGCP tem com os CTT que assegura que os CTT cumprem com as regras de [prevenção de] branqueamento de capitais que o Banco de Portugal recomenda», disse.

«Acredito que todo o processo foi conduzido com as maiores das lisuras e que, portanto, as regras foram cumpridas», afirmou a presidente do IGCP.


O Estado arrecadou quase dois mil milhões de euros em Certificados de Aforro e do Tesouro em janeiro, antes de o Governo ter alterado as taxas de rendibilidade destes produtos de poupança, a partir de fevereiro.