O presidente do Instituto de Investigação Económica alemão (IFO), Hans-Werner Sinn, considerou esta quinta-feira que a Grécia deve sair da zona euro e aplicar o controlo da circulação de capitais para evitar fugas de depósitos.

«A linha atual que consiste em dar créditos e continuar no euro não funcionou. Há cinco anos tivemos uma discussão sobre a saída da Grécia da zona euro e desde então os créditos públicos que a Grécia recebeu, que vão desde os 50 mil até aos 250 mil milhões de euros, e o desemprego, duplicaram», afirmou o responsável, em entrevista à agência espanhola Efe, citado pela Lusa.

O ministro das Finanças grego, «Yanis Varoufakis, constatou, com razão, que este caminho não funciona», considerou Sinn, autor do livro «A armadilha do euro».

No entender do presidente do IFO, se a Grécia tivesse saído da zona euro há cinco anos, quando começou a crise, «estaria agora numa situação melhor».

«Se (os gregos) voltarem ao dracma e efetuarem uma desvalorização da moeda, a economia irá florescer novamente. Dois ou três anos depois, a recuperação da economia começa», salientou o responsável do IFO, o instituto que elabora o índice de confiança empresarial na Alemanha.

A Grécia recebeu 240 mil milhões de euros num dos programas de resgate por parte da União Europeia, do Banco Central Europeu (BCE) e do Fundo Monetário Internacional (FMI), mas a sua dívida – estimada em 317 mil milhões de euros no final de 2014 – aumentou até 185% do seu Produto Interno Bruto (PIB).

Na quarta-feira, o BCE aumentou até 68.300 milhões de euros a dotação de provisão urgente de liquidez para os bancos gregos.

Grécia na zona euro: opiniões dividem-se

Itália diz que saída da Grécia do euro «precisa ser evitada»

S&P: saída da Grécia da zona euro teria «contágio limitado»