Os empresários da nova Confederação Empresarial dos seis Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) pretendem discutir o interesse na introdução de uma moeda única neste território, mesmo admitindo que essa é uma possibilidade ainda remota.

«Quem sabe um dia, sonhando tudo é possível. Mas neste momento estamos muito longe disso», disse à Lusa Francisco Viana, presidente da CE-PALOP, formalizada pelos empresários dos seis países - incluindo da Guiné Equatorial - esta quarta-feira, em Luanda.

Esta quinta-feira realiza-se na capital angolana o I Fórum Económico dos PALOP, organizado por esta confederação e envolvendo governantes, empresários, gestores e organismos internacionais, incluído nas comemorações da Confederação Empresarial da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CE-CPLP).

De acordo com Francisco Viana - igualmente presidente da Associação Empresarial de Viana (Luanda) - a possibilidade de introdução de uma moeda única é um tema em discussão, na sequência de passos dados nesse sentido por países africanos de outras comunidades linguísticas.

«Temos de saber se há vantagens, não sabemos. Já iniciamos esse debate e haveremos de chegar a alguma conclusão», disse o presidente da CE-PALOP, à margem deste fórum, questionado pela Lusa.

Em causa está uma comunidade que reúne cinco países africanos que têm o português como língua oficial, casos de Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe, aos quais se juntou a Guiné Equatorial, perspetivando também a entrada na CPLP.

Apesar de estarem a promover o debate em torno da introdução da moeda única, os empresários destes países também admitem que há nesta altura outras prioridades imediatas nestas relações, ao nível económico.

«Temos de trabalhar para já na circulação de pessoas e bens, na facilitação de vistos, nos transportes marítimos, na capacitação dos nossos empresários e no funcionamento dos nossos bancos», disse.

Ainda assim, a introdução de uma moeda única é um tema que não pretendem abandonar.

«São negociações complexas, nem sabemos sequer se seria útil ou não. Não nos iremos antecipar, porque ainda agora iniciamos o debate. Já há ideias pró, vamos ver se há ideias contra», rematou Francisco Viana, como reporta a Lusa.