
A Hungria espera concluir nos próximos meses um empréstimo de 15.000 milhões de dólares (12.000 milhões de euros) com o Fundo Monetário Internacional, para enfrentar a turbulência da crise económica, disse esta terça-feira o secretário de Estado húngaro, Mihály Varga.
Trata-se de um empréstimo que será utilizado apenas em caso de agravamento da crise económica, explicou Mihály Varga, o secretário de Estado que faz a ligação com o gabinete do primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, e que é citado pela Lusa.
No final de abril, a Comissão Europeia deu luz verde às negociações entre Bruxelas e a Hungria sobre a ajuda financeira pedida por Budapeste ao FMI e à União Europeia, as quais estavam bloqueadas desde novembro do ano passado devido a divergências sobre a legislação.
Na ocasião, Bruxelas condicionou a atribuição do empréstimo à alteração da legislação que limita a independência quer do banco central húngaro, quer do gabinete de proteção de dados.
Após Budapeste se ter comprometido em aprovar as medidas para garantir a independência destas duas instituições, a Comissão Europeia informou que as negociações seriam retomadas.
Mihály Varga admitiu agora que as negociações poderão ser «mais rápidas», mas os analistas húngaros não preveem que se chegue a um acordo antes quarto trimestre deste ano.