“Preocupa-nos o tempo que demora a tomada de uma decisão, há investidores interessados em investir que se poderão perder devido à morosidade do processo”, contou à Lusa, à porta do tribunal, um dos signatários da petição, António Leitão, trabalhador do Tivoli há 45 anos.

António Leitão explicou que os trabalhadores estão em sintonia com a administração, tendo o seu apoio até nesta ação de luta, e lembrou que as dificuldades que o Tivoli Hotels & Resorts enfrenta se explicam por pertencer ao Grupo Espírito Santo, porque “clientes no Tivoli não faltam”.

Na petição, a que a Lusa teve acesso, os trabalhadores pedem ao juiz uma “resolução rápida” do dossier Tivoli e lembram que há mais de 1.100 famílias diretamente dependentes deste grupo hoteleiro, que tem mais de 80 anos de história em Portugal.

Em comunicado hoje emitido, a administração da Tivoli Hotels & Resorts afirma que "compreende e apoia a petição dos seus colaboradores", considerando ser "necessário e urgente" sair do atual "impasse".

"Conforme é do conhecimento público, existe um plano de recuperação aprovado pelos credores que prevê a continuidade, investimento e expansão internacional da marca, com enormes benefícios para o grupo Tivoli, para os seus parceiros, para o turismo e para a economia nacional. É necessário e urgente sairmos deste impasse", lê-se no documento, assinado pelo administrador Filipe Santiago.

O plano de recuperação dos Hotéis Tivoli, que foi aprovado por mais de 99% dos credores, prevê a continuidade da marca.

Na sexta-feira, o grupo tailandês Minor anunciou a aquisição, por 38,5 milhões de euros, do Hotel Tivoli Oriente, em Lisboa, que se seguiu à compra que há havia concretizado, no início do ano, de quatro edifícios ocupados por hotéis Tivoli em Portugal (Tivoli Lisboa, Tivoli Marina de Vilamoura, Tivoli Portimão e Tivoli Carvoeiro) e dois no Brasil, por 160 milhões de euros.

O grupo Tivoli Hotels & Resorts pertence ao universo do antigo Banco Espírito Santo (BES), através da Rioforte.