
A derrapagem das contas dos hospitais portugueses já vai nos 153,7 milhões de euros, segundo o balanço feito pela Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), relativo aos quatro primeiros meses do ano.
Os últimos dados mostram que, só em abril, os resultados operacionais se agravaram em 49,6 milhões de euros, cita a edição online do jornal «Público».
Mas o buraco pode ser ainda maior, uma vez que os dados da monitorização mensal da ACSS não contemplam os números dos Centros Hospitalares Universitário de Coimbra e do Baixo Vouga, que continuam sem fornecer os seus dados.
A análise foi feita a 38 hospitais e estabelecimentos que integram as sete Unidades Locais de Saúde (ULS).
No site da ACSS, que a Agência Financeira consultou, só estão ainda apresentados os dados relativos a março.
Segundo o mesmo jornal, o saldo do Serviço Nacional de Saúde atingiu os 167,4 milhões de euros negativos no final de maio. Estamos perante um agravamento de 130,5 milhões de euros em relação ao mesmo período do ano passado. Embora as despesas até tenham baixado (207,1 milhões ou 5,9%), as receitas diminuíram ainda mais (337,6 milhões ou 9,7%).
Apesar de cinco hospitais terem conseguido melhorar as suas contas em termos mensais - CH de Trás-os-Montes e Alto Douro, CH V. N. Gaia-Espinho, Hospital de Santa Maria Maior, Centro de Medicina e Reabilitação Rovisco Pais e Hospital de Garcia de Ort - apenas o primeiro registou resultados positivos.
No final de abril, só oito alcançaram contas positivas. Para se ter uma ideia do agravamento deste buraco na saúde, em Janeiro eram 16.