O objetivo da nova administração do Novo Banco, liderada por Eduardo Stock da Cunha, é vender o mais depressa possível a instituição financeira, ao mesmo tempo que minimiza a perda de valor, considerou esta sexta-feira o presidente do Lloyds, Horta Osório.

Horta Osório: Novo Banco é ativo «atrativo»

«Ver-se-á o que é que a administração do Novo Banco considera que é o timing adequado para poder vender o mais depressa possível mas, ao mesmo tempo, maximizar o valor no sentido de minorar a perda», afirmou à agência Lusa António Horta Osório, à margem de um evento em Lisboa.

«É essa sintonia entre ser o mais depressa possível, mas minorar a perda para os restantes bancos e, portanto, para os contribuintes, que é o principal objetivo inicial da administração do Novo Banco», reforçou.

«A obrigação da lei é vender o banco até ao fim do próximo ano. Obviamente, o senhor primeiro-ministro disse que o melhor é vender o mais depressa possível, e penso que toda a gente está de acordo com isso, mas a lei permite vender até ao fim do próximo ano», salientou o presidente executivo do Lloyds Banking Group.

Aliás, Stock da Cunha é quadro do segundo maior grupo financeiro britânico, que é liderado por Horta Osório, que já tinha trabalhado com o agora presidente do Novo Banco no Banco Santander Totta, em Portugal, tendo aceitado o desafio que lhe foi lançado pelo governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, e estando a cumprir uma comissão de serviço.

«Eu acho que o Dr. Eduardo Stock da Cunha é das melhores pessoas disponíveis para liderar este processo e, portanto, congratulo-me com a escolha do senhor governador do Banco de Portugal», assinalou Horta Osório, citado pela Lusa.

E concluiu: «tem quase 30 anos de experiência em quatro países diferentes, em quase todas as áreas de banca, e pode aportar imenso valor na preparação deste processo, em conjunto com a equipa e com os quadros do BES que, na minha opinião, são quadros excecionais».