O Lloyds Banking Group anunciou esta quinta-feira que vai prosseguir e intensificar o seu plano de redução de custos para ajudar a compensar um ambiente económico mais instável provocado pela votação a favor da saída do país do Reino Unido.

O maior banco de retalho da Grã-Bretanha pretende poupar cerca de 400 milhões de libras (477,7 milhões de euros) até o final de 2017 com a redução de mais 3.000 empregos e o fecho de 200 balcões para proteger os seus lucros e dividendos contra os efeitos dos juros mais baixos, anunciou esta quinta-feira em comunicado.

Um corte que faz parte de um plano maior e que tem vindo a ser executado, já que a Reuters recorda que, o banco liderado pelo português, António Horta Osório, já tinha anunciado o corte de 4.000 postos de trabalho, de um total de 75.000 que o grupo tem, e o fecho de 100 balcões até final de 2016. 

A Reuters acrescenta que esta é a forma encontrada pela equipa do gestor português para continuar a proteger uma das maiores atrações do banco, os dividendos, e sustentar o crescimento do lucro no seu principal mercado, o Reino Unido, que ainda recupera do pós Brexit. 

O banco britânico vai pagar um dividendo interino de 0,85 pence, o que representa um aumento de 13%, "em linha com a nossa abordagem progressiva e sustentável de dividendos."

O Lloyds terminou o primeiro semestre com um lucro, antes de impostos de 2,450 mil milhões de libras (2,9 mil milhões de euros), o que corresponde a mais que uma duplicação face ao registado em igual período do ano passado. Uma melhoria que a instituição financeira justifica com a redução de custos operacionais que agora será para continuar.