A Amazon vai experimentar reduzir a semana de trabalho para alguns dos seus funcionários, num projeto piloto em que a ideia será uma carga laboral de 30 horas semanais, mas com um emagrecimento salarial associado.

Algumas equipas trabalharão apenas em tempo parcial e terão os mesmos benefícios que os outros funcionários, mas quanto a salário, receberão apenas 75% do atual, segundo o The Washington Post, jornal comprado pelo líder da Amazon, em 2013, por 250 milhões de dólares (223 milhões de euros ao câmbio atual).

Os alvos desta redução de horário são algumas dezenas de funcionários de várias categorias, incluindo gerentes, sendo que também poderão ser contratadas pessoas de fora da empresa. Estas equipas vão trabalhar em produtos de tecnologia dentro da divisão de recursos humanos.

Como será dividido o tempo de trabalho? De segunda a quinta-feira das 10:00 às 14:00, com flexibilidade no que toca às restantes horas, que podem ser distribuídas ao longo do dia da forma que os funcionários entenderem.

Os salários serão então mais baixos do que os trabalhadores de 40 horas, mas poderão optar por fazer a transição para a semana tempo inteiro, se desejarem. 

"Queremos criar um ambiente de trabalho que adaptado a um horário reduzido que promova ainda o aumento do sucesso e a progressão na carreira", afirmou o presidente-executivo Jeff Bezos.

A Amazon destaca a sua força de trabalho diversificada e e defende que o modelo do tempo de trabalho integral, em moldes tradicionais, não pode ser um o único a ter em conta nos dias de hoje.

O mesmo jornal cita o porta-voz da companhia para sublinhar que não há planos para alterar o horário de 40 horas para toda a empresa, no seu conjunto.

Este anúncio surge um ano depois de a empresa ter enfrentado críticas, na sequência de uma reportagem do The New York Times que descreveu a empresa como um ambiente de excesso de trabalho (80 horas semanais ou ainda mais), incentivado os trabalhadores a raramente tirarem férias. Na altura, o vice-presidente Jay Carney publicou uma carta de resposta dizendo que essas informações tinham sido "deturpadas". E, agora, a Amazon não comenta se medida que anunciou tem alguma coisa a ver com a notícia.