O mercado imobiliário continua ao rubro. Entre abril e junho de 2017, foram transacionados 36.886 alojamentos, o que representa um aumento de 16,1% face ao mesmo período do ano anterior (mais 5.118 habitações) e de 4,9% por comparação com o trimestre transato (total 35.178). O valor das vendas foi aproximadamente de 4,6 mil milhões de euros, dos quais 3,7 mil milhões respeitaram a alojamentos existentes, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística.

As transações de alojamentos existentes totalizaram 31.150 unidades, o que representa um aumento homólogo de 18,3%, a taxa de variação mais baixa desde o último trimestre de 2014.

Os alojamentos novos, responsáveis por 15,6% do número total de transações, quase duplicaram o ritmo de crescimento das vendas (5,5% no segundo trimestre e 2,9% no primeiro trimestre de 2017).

Por zonas, a Área Metropolitana de Lisboa, a par da região Norte e do Algarve, registaram as maiores vendas de habitações da série disponível (com 13.111, 10.752 e 3.621 transações, respetivamente).

Tal como sucedeu no trimestre anterior, as vendas de alojamentos na Área Metropolitana de Lisboa excederam os 2 mil milhões de euros, representando 48,2% do total. 

Taxa de variação homóloga do índice de preços da habitação foi 8%

O Índice de Preços da Habitação (IPHab) aumentou, em termos homólogos, 8% no segundo trimestre de 2017, um valor superior em uma décima de ponto percentual ao registado no primeiro trimestre de 2017.

A taxa de variação homóloga dos preços dos alojamentos novos foi 5,4%, 1,2 pontos percentuais (p.p.) acima do registado no trimestre anterior.

Este foi o segundo período consecutivo em que se verificou uma aceleração dos preços dos alojamentos novos, o que contrasta com a evolução observada para os alojamentos existentes, cuja taxa de variação homóloga passou de 9,2% no primeiro trimestre de 2017 para 8,9%. Em relação ao período anterior, o IPHab cresceu 3,2%, uma taxa semelhante à registada para os alojamentos existentes e novos (3,2% e 3,3%, respetivamente).

Taxa de juro e prestação média vencida subiram 

Ainda segundo o INE, a referente a agosto, taxa de juro e prestação média vencida subiram. A taxa de juro implícita no conjunto dos contratos de crédito à habitação fixou-se nos 1,014% em agosto, valor superior em 0,5 pontos base (p.b.) ao observado em julho (1,009%). A prestação média vencida foi 239 euros, 1 euro mais que no mês anterior. A taxa de juro implícita no crédito à habitação aumentou, tendo passado de 1,009% em julho para 1,014% em agosto. Nos contratos celebrados nos últimos três meses, a taxa de juro implícita subiu 1,5 p.b., passando de 1,681% em julho para 1,696% em agosto