Os preços das casas devem estabilizar a curto prazo, enquanto se espera um aumento das vendas nos próximos meses, segundo o mais recente inquérito da Confidencial Imobiliário e do Royal Institution of Chartered Suveyors.

Realizado entre empresas de promoção e mediação imobiliária, este inquérito realizado em abril, cuja análise foi hoje divulgada, revelou que os preços das casas estavam a descer ao «ritmo mais lento dos últimos quatro anos (desde 2010)» quando a recolha de dados se iniciou.

«As expectativas relativas a preços apresentaram-se neste mês quase neutras, o que significa que os preços tenderão as estabilizar no curto-prazo. Por outro lado, os volumes transacionados deverão começar a crescer, sendo esperado um aumento das vendas nos próximos meses», lê-se na análise.

Segundo o inquérito, denominado "Portuguese Housing Market Survey", o interesse dos compradores tem crescido, registando-se uma «trajetória positiva pelo nono mês consecutivo».

Em termos regionais, o mercado de compra e venda de casas do Porto «parece estar a ser superado pelos de Lisboa e do Algarve, antevendo-se ainda uma queda dos preços», enquanto se espera que a maior subida no volume de vendas seja em Lisboa.

No mercado de arrendamento, os valores voltaram a descer, mas a um «ritmo mais moderado e as expectativas relativas a rendas (para os próximos três meses) sugerem agora que esta tendência decrescente pode estar perto de terminar».

Os inquiridos perspetivam um aumento no volume de arrendamentos para o curto-prazo.

Em abril, a procura por parte dos arrendatários manteve-se inalterada, enquanto as instruções dos proprietários registaram uma queda.

Os dados mostraram ainda o crescente interesse de investidores institucionais estrangeiros no mercado português de habitação, sobretudo devido à possibilidade de recuperação dos preços.