As famílias que não estão a conseguir pagar os empréstimos diminuíram em setembro, apesar de ainda serem 658,9 mil, mas está a aumentar o número daquelas que têm dificuldades em pagar o crédito à habitação.

De acordo com as contas feitas pela Lusa a partir dos dados do Banco de Portugal, no fim de setembro, havia 658,9 mil famílias com prestações dos empréstimos em atraso. Este valor significa uma redução do número de famílias em incumprimento em 28.563 face às 687,4 mil que estavam em falta para com o banco no final de junho.

A diferença é ainda maior se for feita a comparação de setembro deste ano com setembro do ano passado, quando eram mais de 690 mil as famílias com empréstimos em incumprimento.

Apesar da queda do número de famílias em incumprimento entre junho e janeiro, já naquelas que têm empréstimos à habitação houve um aumento. No final de setembro, havia cerca de 148,5 mil famílias com prestações do crédito à habitação em atraso, acima das 147 mil de junho.

Dentro das famílias, os créditos à habitação são aqueles em que há maiores montantes envolvidos, o que tem contribuído para as elevadas imparidades (perdas) registadas pelos bancos. Os créditos ao consumo e para outros fins, de menor valor, geralmente, destinam-se à compra de automóvel, eletrodomésticos, financiamento para férias ou propinas, por exemplo.

Estes valores foram obtidos através do cruzamento entre o número de devedores com empréstimo concedidos (número de pessoas) e a percentagem de devedores com crédito vencido.