A Espanha terá pedido mais dois anos a Bruxelas para cumprir o défice abaixo dos 3%. Segundo o diário espanhol El País, o Executivo de Mariano Rajoy quer dois anos extra para reduzir o défice. Ou seja, até 2018 e não até 2016 como está comprometido, tal como Portugal.

O pedido tem em conta a evolução das receitas fiscais que está aquém do esperado. E por isso, o ministro da Economia, Luis de Guindos, deverá negociar já nos próximos dias com o comissário europeu para a Economia e Finanças, Pierre Moscovici, um novo pacote de políticas fiscais no âmbito da reunião do G20, na China no próximo fim-de-semana.

O mesmo jornal refere que Bruxelas também é favorável aos dois anos extra, tendo em conta que Espanha vive um momento de instabilidade política que pode conduzir a um terceiro momento eleitoral, mas, inicialmente, Guindo terá defendido somente um ano a mais.

Ontem, a Comissão Europeia anunciou que só para a semana serão conhecidas as sanções que serão aplicadas a Portugal e Espanha. Em conferência de imprensa, o vice-presidente da Comissão para a Energia, Maros Sefcovic, disse que, "não tomámos qualquer decisão".

Já a decisão sobre os cerca de 450 a 600 milhões de euros de fundos comunitários de que Portugal deve ficar inibido, só em setembro. É que o tema ainda tem que passar pelo crivo do Parlamento Europeu, como explicou aos jornalistas o mesmo vice-presidente da Comissão. E da lista a que a TVI teve acesso, a lista de fundos, com eventuais cortes, é extensa.

Tal como a TVI tinha também avançado. A resposta portuguesa terá impressionado muito menos que a espanhola. A carta do Governo português foi recebida em Bruxelas com ceticismo e até  se esperavam mais - medidas novas e concretas.

Medidas em que, aparentemente, os espanhóis não perderem tempo, já que, logo depois do anúncio de que o procedimento por défice excessivo ia para a frente, Espanha reagiu com o anúncio de aumento de impostos.