O presidente executivo da TAP, Fernando Pinto, foi ouvido esta tarde na Polícia Judiciária, na qualidade de testemunha, apurou a TVI. A audição está relacionada com a venda da Groundforce e a investigação partiu de uma denúncia anónima, tendo sido iniciada em 2013.

 A audição está relacionada com a falta de pagamentos por parte da Urbanos, depois de ter comprado à TAP 50,1% da empresa que presta assistencia em escala nos aeroportos portugueses.

Já no ano passado Fernando Pinto tinha sido ouvido pelo Ministério Público por causa da operadora de handling, que é detida a 49% pelo Estado e que faz parte do pacote da privatização.

Recorde-se que de 2003 a 2008, 50,1% da Grounforce estava nas mãos dos espanhóis da Globalia. Depois, em março de 2008, um consórcio de três bancos (BIG, Banif e Invest) adquiriu a posição detida pela Globalia.
 
Em 2012, a Autoridade da Concorrência aprovou a concretização do acordo de princípio celebrado entre a TAP e o Grupo Urbanos, com a aquisição de 50,1% da empresa.

Esta terça-feira o Diário Económico avançou que a Urbanos entregou uma providência cautelar para travar a privatização da TAP. Em causa estará o receio de que a venda a David Neeleman e Humberto Pedrosa ponha em risco a opção de compra dos 49,9% da Groundforce que ainda estão nas mãos da TAP.

Contactada pela TVI, a Urbanos recusou fazer comentários.