A adesão à greve dos trabalhadores da Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP) «ronda os 100%», disse hoje à Lusa Vitor Pereira, da Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (Fectrans).

Segundo o responsável sindical, esta adesão à greve «significa que os trabalhadores deram a resposta adequada a esta ofensiva, a este roubo dos direitos a que estão sujeitos».

«O que estamos a assistir é da parte do Governo à destruição de direitos que foram conquistados e acordados entre as partes», disse, lembrando que a paralisação «é contra este Orçamento do Estado, que é um roubo e que vai fazer com que os trabalhadores da STCP fiquem mais pobres».

Vitor Pereira salientou que, «caso a administração da STCP e o Governo não recuem, a luta é para continuar».

Os sindicatos convocaram já um novo período de luta para a semana entre os dias 02 e 07 de dezembro, estando prevista uma paralisação dos trabalhadores da STCP às duas últimas horas de cada serviço.

«É uma luta de indignação, de um protesto que, caso a administração da empresa e o Governo não recuem, é para continuar, porque os trabalhadores não vão ficar de braços cruzados», sustentou.

A STCP alertou a população para a possibilidade de ocorrência de «perturbações significativas» no dia de greve.

Os serviços mínimos estabelecidos correspondem a cerca de 25% da oferta normal durante o período noturno, das 18:00 às 02:00.

Os trabalhadores protestam contra o Orçamento do Estado para 2014, documento que será hoje votado no parlamento.