primeiro-ministromarcação de 10 dias de greve na TAP

«A direção do sindicato dos pilotos e o seu assessor revelaram-se totalmente insensíveis aos apelos de bom senso conduzindo os associados para um caminho perigoso que poderá provocar danos irreparáveis à TAP e à economia nacional, em especial no turismo»

TVI

«Inexplicavelmente, apenas três meses decorridos, anuncia o início de um longo período de desestabilização laboral»

A TAP questiona, ainda, os argumentos para a convocação da greve: «Se estas ações visam «alegadamente alcançar, entre outras coisas, 10 a 20% do capital da TAP no âmbito do processo de privatização que está em curso, como é possível explicar, como é possível reclamar uma participação no capital e na gestão de uma empresa através de ações que só provocam a desvalorização do bem a que aspiram ser co-proprietários», questiona.

Também o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, advertiu já que a paralisação «pode pôr em causa o futuro da empresa» e «choca» com o entendimento alcançado recentemente.  O ministro da Economia, Pires de Lima, ficou «surpreendido» com a decisão do sindicato e espera que os pilotos reconsiderem. 

A decisão do SPAC foi tomada esta terça-feira em assembleia, que contou com a participação de cerca de 500 pilotos da TAP, que mandataram a direção do seu sindicato para emitir um pré-aviso de greve dentro de um dia.  

Os pilotos manifestam a sua «disponibilidade para desconvocar a greve no exato momento em que sejam assegurados de forma inequívoca os direitos» que consideram não estar a ser respeitados.  

O Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil convocou as assembleias de pilotos por considerar que as negociações com a TAP e a PGA sobre os acordos de empresa entraram num impasse.