À semelhança do primeiro-ministro, a TAP já reagiu à marcação de 10 dias de greve na TAP, entre 1 e 10 de maio, condenando a decisão do Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil. A empresa teme «danos irreparáveis».

«A direção do sindicato dos pilotos e o seu assessor revelaram-se totalmente insensíveis aos apelos de bom senso conduzindo os associados para um caminho perigoso que poderá provocar danos irreparáveis à TAP e à economia nacional, em especial no turismo»

Numa nota enviada à TVI, a transportadora aérea recordou que, a 16 de janeiro, «o sindicato dos pilotos assumiu, com outros sindicatos, o governo e a administração da TAP, 'o compromisso de envidar os melhores esforços dentro de um espírito de boa fé para preservar um clima de paz social no grupo TAP'».

«Inexplicavelmente, apenas três meses decorridos, anuncia o início de um longo período de desestabilização laboral»


A TAP questiona, ainda, os argumentos para a convocação da greve: «Se estas ações visam «alegadamente alcançar, entre outras coisas, 10 a 20% do capital da TAP no âmbito do processo de privatização que está em curso, como é possível explicar, como é possível reclamar uma participação no capital e na gestão de uma empresa através de ações que só provocam a desvalorização do bem a que aspiram ser co-proprietários», questiona.

Também o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, advertiu já que a paralisação «pode pôr em causa o futuro da empresa» e «choca» com o entendimento alcançado recentemente.  O ministro da Economia, Pires de Lima, ficou «surpreendido» com a decisão do sindicato e espera que os pilotos reconsiderem. 

A decisão do SPAC foi tomada esta terça-feira em assembleia, que contou com a participação de cerca de 500 pilotos da TAP, que mandataram a direção do seu sindicato para emitir um pré-aviso de greve dentro de um dia.  

Os pilotos manifestam a sua «disponibilidade para desconvocar a greve no exato momento em que sejam assegurados de forma inequívoca os direitos» que consideram não estar a ser respeitados.  

O Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil convocou as assembleias de pilotos por considerar que as negociações com a TAP e a PGA sobre os acordos de empresa entraram num impasse.