As estações do Metropolitano de Lisboa estão fechadas nesta manhã de quinta-feira devido à greve dos trabalhadores que protestam contra os cortes orçamentais e por um melhor serviço público, disse à Lusa a sindicalista Anabela Carvalheira.

«A adesão é total, as estações estão fechadas», avançou a representante da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans).

«Nesta altura [cerca das 07:00], os níveis de adesão são exatamente iguais aos das greves anteriores», acrescentou, sublinhando que os trabalhadores estão a lutar por «aquilo que são os seus direitos», mas também «pela prestação do serviço público que nesta altura está em causa».

De acordo com a sindicalista, o Metropolitano tem prestado «um mau serviço público», tendo esta semana registado várias paragens devido a problemas técnicos causados por falta de manutenção.

«Tem havido paragens por questões de falta de manutenção do material circulante e falta de efetivos», referiu a representante da Fectrans, indicando que «ainda ontem [na quarta-feira], essa falta de manutenção fez com que a linha amarela estivesse parada desde manhã até às 17:30».

«O Metro e o Governo preocupam-se que, quando há dias de greve, não é prestado serviço público e o que nós dizemos é que a nossa luta é pela prestação do serviço público em condições», concluiu.

Os trabalhadores do Metro de Lisboa cumprem esta quinta-feira uma greve parcial, entre as 05:30 e as 09:30, a terceira paralisação deste mês contra as medidas do Orçamento do Estado, devendo a circulação ser normalizada a partir das 10:00 em todas as linhas.

Durante este período, a rodoviária Carris reforça algumas das suas carreiras coincidentes com os eixos servidos pelo metropolitano, nomeadamente as 726 (Sapadores-Pontinha Centro), 736 (Cais do Sodré-Odivelas), 744 (Marquês de Pombal-Moscavide) e 746 (Marquês de Pombal-Estação Damaia).

Os trabalhadores do Metro realizaram na semana passada (terça e quinta-feira) duas outras greves parciais, que levaram ao encerramento das estações.