A greve dos trabalhadores da CP e da Refer para contestar a política do Governo para o setor ferroviário parou 326 dos 582 comboios programados até ao meio dia, tendo-se realizado 44% da operação, segundo fonte oficial da CP.

Segundo fonte oficial da CP – Comboios de Portugal, até ao meio dia realizaram-se 256 comboios, dos 582 programados até à mesma hora, o que representa 44% da operação, o que representa mais do que os serviços mínimos decididos pelo Tribunal Arbitral nomeado pelo Conselho Económico e Social.

Dos 256 comboios realizados, apenas 177 estavam abrangidos pelos serviços mínimos, acrescentou a mesma fonte.
«A CP, nesta situação de uma greve do setor ferroviário e que foi declarada por razões que escapam ao domínio da empresa, tem feito o esforço para dentro das condicionantes existentes realizar o maior número de comboios possíveis», adiantou fonte oficial da transportadora, pedindo desculpa «aos clientes pelos incómodos causados, embora sejam alheios à empresa».

A greve abrange trabalhadores de cinco empresas – CP, CP Carga, Refer, EMEF e Estradas de Portugal (EP), que contestam a privatização da CP Carga e da empresa de manutenção ferroviária, a fusão da EP com a Refer e a concessão de linhas da CP.

Há uma semana, o Governo aprovou em Conselho de Ministros a fusão da EP e da Refer na Infraestruturas de Portugal, que será uma realidade a 01 de maio ou a 01 de junho, dependendo da promulgação do diploma pela Presidência da República.

Antes o Governo tinha aprovado os processos de privatização da CP Carga e da EMEF, que deverão estar concluídos até ao final da legislatura, depois de um longo processo negocial com Bruxelas sobre as ajudas do Estado às duas empresas.