A administração da fábrica Autoeuropa afirma que "a paralisação que se registou na teve uma adesão de 41% do total dos colaboradores", um valor muito abaixo da adesão quase total à greve, adiantada pelas estruturas sindicais.

Apesar do impacto negativo desta paralisação, a empresa continua empenhada em encontrar um compromisso com os trabalhadores que crie, mantenha e assegure o emprego", refere o comunicado da administração da Autoeuropa.

O comunicado mantém também a intenção da Autoeuropa de alargar os dias de trabalho semanais, principal motivo que levou à greve, esta quarta-feira, a primeira em 26 anos de empresa.

Este compromisso deverá também garantir as encomendas dos nossos clientes para o novo modelo, que requer a laboração contínua em 18 turnos por semana", refere o comunicado da administração.

Na reação, José Carlos Silva, do sindicato Sitesul, disse à TVI24 que "os trabalhadores não querem estar a discutir agora números" e salientou "a determinação" dos funcionários.

O que corresponde à realidade é o facto de a fábrica estar parada estas horas todas desde o início da paralisação. É um facto. Os trabalhadores deram uma grande resposta à administração".

Promessa de diálogo

O comunicado a administração da fábrica de automóveis de Palmela não confirma expressamente o agendamento de uma reunião com sindicatos para o dia 7 de setembro. Antes, é realçado que as negociações devem ser feitas com a futura comissão de trabalhadores.

É essencial dar continuidade ao processo de diálogo com uma comissão de trabalhadores eleita, à semelhança das boas práticas laborais da Volkswagen Autoeuropa e do Grupo Volkswagen", refere o comunicado.

A administração frisa que "a eleição da nova comissão de trabalhadores terá lugar no próximo dia 3 de outubro", acrescentando que, "até lá, serão ouvidas as partes envolvidas neste processo.

O sindicato recusou fazer mais qualquer comentário ao comunicado da administração, preferindo esperar pela reunião da próxima semana.