apenas 30% dos voos da TAP foram cancelados

Pires de Lima divulgou os números que constituem o balanço deste primeiro dia de greve e que já tinham sido avançados pela porta-voz da TAP, Carina Correia.

"Foram realizados cerca de 70% dos voos e mais de 89% dos passageiros chegaram aos seus destinos. Todos os voos de longo curso e 83% dos voos da marca TAP foram concretizados."

Carina Correia revelou ao final da tarde que, neste primeiro dia de greve, foram realizados 164 voos e 72 foram cancelados, ou seja, apenas  cerca de 30% dos voos foram cancelados. A responsável também informou que a adesão foi maior na Portugália.

No caso de voos operados pela TAP, a companhia assegurou 83% dos voos previstos. Mas relativamente à Portugália, apenas 21% dos voos foram concretizados, o que, segundo a porta-voz da TAP, surpreende a empresa.

"Isto surpreende porque não esperávamos uma adesão tão significativa da Portugália."

Pires de Lima especificou que a marca TAP efetuou 155 voos e apenas 31 foram cancelados. Já quanto à Portugália, apenas 11 voos foram concretizados e 41 foram cancelados.

O governante agradeceu aos pilotos da TAP que esta sexta-feira foram trabalhar, sublinhando que os que não aderiram à greve "estão genuinamente preocupados com o futuro da TAP" e que isso não significa que estejam a favor da privatização ou a fazer um "favor ao Governo".

"Os pilotos que hoje vieram trabalhar não estão a fazer nenhum favor ao Governo. Não significa que estejam a favor da privatização, ao lado do Governo. [Os pilotos] reconhecem a importância do seu trabalho para o país e estão genuinamente preocupados com o futuro da TAP. É o futuro da TAP que está em causa."

Por isso, o ministro da Economia deixou um apelo para que os pilotos continuem a assegurar os voos da transportadora aérea."Quero deixar um apelo para que os pilotos continuem a trabalhar. Faço o apelo para que os pilotos pensem na TAP, é muito importante."

As declarações do ministro da Economia foram feitas à saída de uma reunião com o presidente da TAP, Fernando Pinto, e o secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro.

Pires de Lima lembrou ainda que o Governo respeitou o direito à greve, não decretando uma requisição civil, mas sublinhou que os portugueses, "quer os que estão a favor da privatização, quer os que não gostam" se manifestaram de forma esclarecedora sobre esta greve, sugerindo que esta é uma paralisação que está longe de ser consensual.