A Fectrans decidiu esta quarta-feira manter a greve de quinta-feira no metro de Lisboa, mas aconselha os trabalhadores a cumprirem o horário de trabalho de modo a garantirem a segurança dos utentes daquele transporte público.

«Os órgãos representativos dos trabalhadores reuniram-se e entenderam que não estão reunidas as condições de segurança para que os utentes possam ser transportados no metro na quinta-feira. Apelamos a que os trabalhadores cumpram o horário de trabalho», afirmou Anabela Carvalheira, da Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (Fectrans), citada pela Lusa, reafirmando que a greve não foi desconvocada.

O Metropolitano de Lisboa revelou na terça-feira que o tribunal arbitral decretou serviços mínimos relativamente à greve convocada para a próxima quinta-feira, ao considerar que deve ser assegurada a circulação de um quarto das composições que habitualmente transportam passageiros.

Refutando «a decisão política do tribunal arbitral», Anabela Carvalheira argumentou que o metro «não tem condições de segurança para circular sem ser no pleno das suas funções».

O Metropolitano de Lisboa informou hoje na sua página na internet que as composições deixarão de circular hoje a partir das 23:15 devido à greve de trabalhadores marcada para quinta-feira.

De acordo com a transportadora, devido à greve de 24 horas convocada para quinta-feira, «prevê-se a paralisação do serviço de transporte do metro, desde as 23:15 do dia 12 de novembro (quarta-feira) até à 01:00 da manhã do dia 13 de novembro (quinta-feira)».

Segundo uma nota da transportadora, relativamente à greve de quinta-feira, o tribunal arbitral decretou que, «dentro do período normal de funcionamento da empresa (07:00 às 23:00), devem ser asseguradas, em todas as estações e por cada período de uma hora de funcionamento, 25% das composições habitualmente afetas ao transporte de passageiros».