Os sindicatos antecipam uma grande adesão à greve geral marcada para esta sexta-feira, que poderá levar ao encerramento de escolas, tribunais, finanças, centros de saúde. Um dos cenários antecipados é também a greve à recolha de lixo, que poderá levar a grandes quantidades de resíduos espalhados pelas ruas.

O secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, acredita que esta greve da Função Pública terá «uma grande adesão», que será marcada pela defesa do interesse público e da prestação de serviço público:

«Mas também uma greve marcada pela necessidade de defender as funções sociais do Estado (a Saúde, a Segurança Social e a Educação), que são elementos determinantes do desenvolvimento humano e que levaram Portugal a dar um salto qualitativo em relação a várias áreas, como a esperança de vida, a mortalidade infantil, o aumento das qualificações e das habilitações e também da proteção social», disse.

Também o Secretário-Geral da UGT, Carlos Silva, disse hoje esperar uma «boa adesão» à paralisação da função pública. O líder da UGT frisou que os trabalhadores da função pública têm sido muito sacrificados ao longo dos últimos três anos «sem aumentos salariais, evolução das carreiras profissionais, sem promoções e ainda com mais cortes previsíveis para o ano que vem».

«Alguma coisa tem que ser feita», sustentou Carlos Silva.