Há semanas que Yanis Varoufakis tem dito que o acordo com os credores da Grécia está para breve, mas o impasse tem sido constante. Se, a 19 de Maio, o ministro helénico das Finanças tinha dito que esperava que o entendimento surgisse daí a uma semana, já passaram duas e nada. Esta sexta-feira, o governante veio dizer que o último dia de junho é a data limite.

"30 de junho, no momento em que termina o prolongamento do plano de ajuda"


Ou seja, a Grécia tem precisamente um mês para alcançar esse acordo e acertar o rumo que vai seguir, isto numa altura em que várias vozes, incluindo o FMI, colocam o cenário de saída do euro como uma possibilidade em cima da mesa. 

Para além do FMI, também essa probabilidade foi assumida pelo ex-presidente da comissão europeia,    Durão Barroso - que considera que, a acontecer, é uma  situação "gerível"-, pelo ministro alemão das Finanças,    Wolfgang Schauble, e também pela sua homóloga portuguesa,    Maria Luís Albuquerque.  Já o BCE mostra-se convicto que Atenas vai continuar no euro. 

Disso, Varoufakis não fala. Concentra-se nos prazos: "Nos termos do acordo de 20 de fevereiro entre Atenas e os credores, o plano de ajuda ao país prolongou-se até 30 de junho, por isso é até esta data que é necessário alcançar um acordo", esclareceu o ministro à rádio grega VimaFM.

Mais uma vez, o ministro grego das Finanças assegurou que o acordo será concluído "rapidamente".

Recorde-se que Atenas teria de pagar 300 milhões ao FMI a 5 de junho, mas há um exercício de tesouraria que pode jogar a seu favor, numa altura em que as negociações estão numa fase crítica, que é precisamente adiar o pagamento, mas com a condição de pagar esse valor e outros que estão em falta no final do próximo mês.