A Grécia está determinada a rejeitar as últimas propostas da União Europeia para evitar o incumprimento do pagamento da dívida, disseram hoje dois ministros, incluindo o das Finanças, Yanis Varoufakis, que acrescentou que Atenas não se vai deixar "aterrorizar".

"Foi um movimento agressivo projetado para aterrorizar o Governo (...) sem entender que o Governo grego não pode ser aterrorizado", disse Yanis Varoufakis ao diário Proto Thema.
 


A Comissão Europeia apresentou durante a semana passada em Atenas um documento de cinco páginas de medidas de poupança, incluindo, em particular, um aumento do IVA e cortes nos salários e pensões.


Bruxelas sem propostas


O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, disse hoje que ainda não recebeu uma proposta alternativa da Grécia à apresentada pelos credores internacionais de forma a chegar a tentar um acordo sobre o plano de reformas a implementar por Atenas.

“Estou à espera de uma proposta alternativa dos nossos parceiros gregos”, disse Juncker durante a conferência de imprensa antes de se iniciar a cimeira do G7, no palácio de Elmau, citado pela Lusa.


O presidente da Comissão Europeia disse não ter “nenhum problema pessoal” com o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, que considerou “um amigo”, mas, alertou, “para a amizade se manter têm que ser cumpridas algumas regras mínimas”. 

Juncker admitiu ter ficado “dececionado” com o discurso de Tsipras, no Parlamento, onde apresentou a proposta dos credores internacionais como “um ultimato”.“(Tsipras) apresentou a proposta de acordo como se fossem minhas exclusivamente e sabe perfeitamente que não é o caso e, durante o encontro na passada quarta-feira, eu estava perfeitamente preparado para discutir os principais pontos de desacordo entre a Grécia e as instituições”, declarou.