[Atualizada às 14:14]

O novo primeiro-ministro grego prometeu esta quarta-feira que vai renegociar a dívida com os credores, procurando uma «solução viável» e com «benefícios mútuos».

No primeiro Conselho de Ministros após a vitória nas eleições, Alexis Tsipras afirmou que a renegociação terá com objetivo «uma solução viável, justa e mutuamente benéfica». No entanto, não deu mais pormenores sobre como o irá fazer.
 

«Nós não vamos entrar num confronto mutuamente destrutivo, mas não vamos continuar uma política de submissão».


O primeiro-ministro grego acrescentou que a sua primeira prioridade é ajudar as famílias mais necessitadas e prometeu «propostas realistas» para a recuperação económica, além do combate à corrupção.

Também esta manhã, o ministro das Finanças do país, Yanis Varoufakis, que o objetivo do governo é tentar um acordo que atenue as medidas dos programas anteriores, com vista a um novo acordo entre a Grécia e os credores.
 
O ministro considera ainda as políticas de resgate como um «erro tóxico» e diz que o seu executivo está determinado a mudar a lógica de como a crise está a ser combatida.

Varoufakis defendeu que a Grécia pretende um «New Deal (novo contrato) pan-europeu» que permita «a recuperação» da economia europeia.

 «New Deal» é o nome dado ao vasto programa de investimento lançado nos Estados Unidos após a grande depressão económica de 1929.

O responsável prometeu «um estilo de vida sóbrio», mas repetiu que a Grécia vai «virar a página da austeridade» e que está preparado para negociar com os credores internacionais.

«Não queremos duelos» entre a Grécia e a Europa, «nem ameaças ou o suspense de quem vai ceder primeiro», disse, dirigindo-se àqueles, «nomeadamente a imprensa estrangeira, que apostam numa batalha entre a Grécia e a UE».

Privatizações param «imediatamente»

O recém-nomeado ministro da Restruturação da Produção, do Ambiente e da Energia da Grécia, Panayiotis Lafazanis, anunciou esta quarta-feira que o governo vai suspender «imediatamente» todo o processo de privatização das elétricas

Panayiotis Lafazanis fez o anúncio minutos antes de entrar para a primeira reunião do Conselho de Ministros.

«Vamos tratar de fazer com que a eletricidade seja mais barata para impulsionar a competitividade e ajudar as famílias».