O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, está preparado para "um compromisso difícil" com os seus credores internacionais, a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional (FMI), e afastou a possibilidade de convocar eleições ou referendos no país.

"Se chegarmos a um acordo viável, mesmo se o compromisso for difícil, vamos enfrentar este desafio porque o nosso único critério é a saída da crise e acabar com a submissão a programas de resgate", afirmou Tsipras numa reunião esta noite com os seus colaboradores, citado num comunicado emitido pelo Governo grego.

Citado na mesma nota, Tsipras excluiu a opção de convocar eleições ou um referendo sobre as negociações com os credores e garantiu que qualquer decisão - "por mais difícil que seja" - será tomada pelo Governo.

Na sexta-feira, a bolsa de Atenas fechou a cair 6% perante o impasse nas negociações. Isto um dia depois de o FMI ter abandonado as negociações, o que causou rumores sobre o risco da Grécia entrar em incumprimento.

Segundo a Reuters, altos responsáveis da Comissão Europeia estão a discutir, formalmente e pela primeira vez, esse mesmo plano B, o default

As eleições foram no final janeiro. O consenso com os credores tarda em chegar, cinco meses depois. O comissário do euro alertou ontem que  "a bola está do lado da Grécia"