Os representantes da troika concluíram esta terça-feira a primeira parte da nova avaliação do programa de ajustamento grego sem terem chegado a um acordo com o Governo grego sobre os principais temas pendentes, foi anunciado, nota a Lusa.

Os chefes de missão deverão regressar a 26 de outubro, depois de publicados os 'testes de stress' dos bancos gregos, e entretanto vão permanecer em Atenas os técnicos da troika (Fundo Monetário Internacional, Banco Central Europeu e Comissão Europeia).

Um dos temas para o qual não houve acordo foi o dos despedimentos no setor público grego, apesar de a troika contar com o apoio do ministro da Reforma Administrativa, Kyriakos Mitsotakis, quem enfrenta a resistência dos colegas de Governo.

A troika exige a eliminação este ano de 6.500 empregos públicos, como parte do desmantelamento de 25.000 postos de trabalho da Função Pública entre 2013 e 2014.

Na reunião dos chefes de missão da troika com o ministro das Finanças grego, Gikas Jardúvelis, também não foi possível chegar a um consenso sobre uma solução para o grande problema das dívidas em atraso das empresas ao Estado à segurança social e aos bancos, que totalizam 40.000 milhões de euros.

Um alto funcionário grego que esteve na reunião explicou à imprensa que a troika exigiu «uma solução para a totalidade das dívidas em atraso», ou seja, também para as dos particulares, considerando que esta exigência «complica o problema».

A soma total das dívidas em atraso na Grécia ascende atualmente a 150.000 milhões de euros.

Entre os assuntos que se debatem nesta quinta avaliação também estão reformas no mercado de trabalho e o levantamento da proibição dos despejos.