A bola passou outra vez para o lado da Grécia. Foram suspensos os trabalhos da reunião do Eurogrupo, em Bruxelas, por duas vezes, já que os líderes da Zona Euro têm encontro marcado às 16 horas e aí se esperam novos avanços no sentidop de se encontrar consensos sobre a situação da Grécia. Os ministros das Finanças já não deverão ter qualquer reunião formal esta quinta-feira mas mostraram-se disponíveis para encontros nos próximos dias , inclusivé durante do fim de semana, mas mantém-se a reunião desta tarde no Conselho Europeu.

Entre reuniões, as autoridades gregas terão de apresentar uma nova proposta para tentar agradar aos credores internacionais e assim conseguir o acordo que permitirá a Atenas receber a última fatia do segundo resgate, no valor de 7,2 mil milhões de euros, e pagar 1,6 mil milhões de euros ao FMI daqui a seis dias. Caso não receba a última tranche do empréstimo, a bancarrota é praticamente certa.

Até ao último minuto, os credores internacionais, e muito em especial o FMI, querem forçar a Grécia a cortes adicionais nas pensões e a reduzir os impostos para as empresas. 

Logo depois da primeira suspensão do encontro do Eurogrupo, o chefe de governo grego, Alexis Tsipras, falou aos jornalistas mas foi muito vago. Voltou a mostrar-se confiante num acordo, palavras repetidas por Jean-Claude Junker, o presidente da Comissão Europeia, ao passo que Christine Lagarde revelou ser necessário às autoridades portuguesas trabalharem mais um pouco.

Antes da pausa nos trabalhos do Eurogrupo, Wofgang Schäuble, o ministro alemão das Finanças, voltou a lançar farpas ao acusar a Grécia de estar a dar passos atrás.