O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, terá proposto ao primeiro-ministro grego um acordo de última hora, que os credores aceitariam "fechar" se Atenas se comprometer ainda hoje a aceitar a última proposta e em fazer campanha pelo "sim" no referendo, avançam várias fontes comunitárias.

De acordo com a Reuters, Jean-Claude juncker enviou ontem à noite “uma tábua de salvação” para Atenas. Segundo a imprensa grega, alguns membros do governo grego estarão mesmo a pressionar Tsipras a aceitar a proposta. As primeiras notícias davam conta que Alexis Tsipras teria rejeitado esta proposta, mas jornal grego "Kathimerini" avança agora que o primeiro-ministro está, pelo menos, a considerá-la.

O ministro grego das Finanças já voltou a reclamar uma proposta "viável" por parte dos credores e reiterou que a Grécia não vai pagar hoje ao FMI.

Sem precisar os termos exatos, Tsipras tem conhecimento da proposta apresentada na segunda-feira e foi informado de que deveria enviar ainda hoje uma carta a vários responsáveis. Entre eles o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, ao presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, à chanceler alemã, Angela Merkel, e ao presidente francês, François Hollande, "a aceitar a proposta de sábado das três instituições" e, além disso, "teria que se comprometer com uma 'campanha pelo sim' nesta base".

Em troca de uma aprovação clara e escrita do acordo forjado no domingo e uma campanha de Tsipras pelo ‘sim’ no referendo, Juncker ofereceu um Eurogrupo extraordinário onde os ministros das Finanças da zona euro recuperavam uma promessa de 2012: aumentar os prazos da dívida grega, baixar taxas de juro e alargar a moratória dos empréstimos. Estas medidas poderiam entrar em vigor já em outubro.
 
Esta resposta teria de chegar durante o dia de hoje, em que termina o programa de resgate, a tempo de uma reunião de emergência do Eurogrupo.

Também hoje termina o prazo para Atenas reembolsar o Fundo Monetário Internacional em quase 1.600 milhões de euros, o que não deverá fazer, entrando por isso em incumprimento perante este credor.

Na Grécia, para evitar o pânico financeiro, os bancos estão encerrados, assim como a bolsa de Atenas, havendo ainda limites de levantamento de 60 euros por dia nos multibancos.