O governo da Grécia publicou esta segunda-feira um decreto-lei que obriga a administração local a transferir as suas reservas financeiras para o banco central.

O primeiro-ministro Alexis Tsipras espera que esta medida resolva os problemas imediatos de liquidez e permita os pagamentos de salários e pensões do Estado e de dívida ao FMI, refere a «Bloomberg».

Se o decreto for aprovado pelo parlamento, cerca de 2 mil milhões de euros vão entrar nos cofres do banco central grego. Ao fim de 15 dias, os organismos públicos têm de ser ressarcidos, com juros.

O governo de Tsipras admite, no decreto-lei, que esta medida surge na sequência das «necessidades extremamente urgentes e imprevistas» de dinheiro.

Este instrumento já é utilizado em vários países da União Europeia e até já tem sido posto em prática pelo governo grego. No entanto, carecia de aprovação legal.

Também esta segunda-feira, o vice-presidente do BCE, Vítor Constâncio, admitiu que a Grécia não deverá sair da zona euro, mesmo que entre em incumprimento.