O Governo grego anunciou esta segunda-feira as condições para concretizar o processo de recapitalização dos quatro principais bancos, depois de o Banco Central Europeu ter divulgado no sábado os resultados dos testes de stress das instituições.

O BCE contabilizou em 4,4 mil milhões de euros as necessidades de capital dos bancos gregos alvo de testes de resistência, tendo em consideração o cenário base, com o valor a disparar para os 14,4 mil milhões quando analisado o cenário mais adverso e que prevê que a economia contraia 6% até ao final de 2017.

O executivo referiu que o Fundo Helénico de Estabilidade Financeira (FHEF) – que cobrirá as necessidades de capital previstas no cenário adverso - compensará cada banco com 25% de ações e 75% de capital contingente convertível em ações (os chamados ‘CoCo’).
  
Debaixo da lupa do BCE estiveram o Alpha Bank, Eurobank, Piraeus Bank e National Bank of Greece. 
  
O valor dos ativos das quatro instituições foi revisto em baixa mais de 9 mil milhões de euros, em grande parte devido à desvalorização de ações que detêm, o que vai obrigar as instituições a fazer provisões. 
  
Mesmo no cenário mais otimista, os quatro bancos precisam de pelo menos, 4 mil e 400 milhões de euros. 
  
Os bancos têm agora até dia 6 de novembro para comunicar ao BCE como pretendem preencher este buraco de capital.