O porta-voz do governo grego admitiu esta quinta-feira que Atenas terá problemas de liquidez para fazer face às suas obrigações financeiras, mas fará o que for preciso para resolver a situação.

Segundo Gabriel Sakellaridis, o governo vai fazer «tudo o que for preciso» para resolver os problemas de liquidez.

«Existe um défice financeiro e lacunas orçamentais», reconheceu o porta-voz, garantindo que o governo «vai cooperar com os parceiros europeus e adotar iniciativas legislativas para resolver o assunto».

O ministro de Estado responsável pela coordenação do trabalho governamental, Alekos Flaburaris, também admitiu a existência de um problema de liquidez, em declarações ao canal de televisão Mega, mas mostrou-se confiante na resolução do problema com as medidas que estão a ser tomadas.

Sobre o reembolso ao Fundo Monetário Internacional (FMI) previsto para março, Flaburaris referiu que se quando chegar o momento o governo grego tiver apenas «800 milhões» - o pagamento que vence é de 1.600 milhões - pedirá um prolongamento de dois meses.

Questionado sobre se esse pedido significaria admitir o colapso do país, o ministro considerou que isso não vai acontecer porque não é benéfico nem para o governo nem para o FMI.