O Fundo Monetário Internacional deixa o aviso: a zona euro ainda não se livrou do risco da volatilidade. A situação da Grécia, o alto nível de desemprego e um setor da banca fragilidade são, no entender do FMI, as maiores preocupações.
 
No último relatório sobre “o estado de saúde” da zona euro, conhecido esta segunda-feira, o FMI sublinha a “suscetibilidade” da zona euro “a choques negativos” e aconselha a um “esforço conjunto” doa países do euro, para que acelerem as reformas de modo a não colocar em risco o crescimento económico.
 
A instituição mantém, no entanto, as previsões para o crescimento económico na zona euro: o PIB deverá crescer 1,5% este ano e 1,7% em 2016. A descida do preço do crude, o programa de estímulo à economia do Banco Central Europeu e a desvalorização do euro estão na origem do aumento da procura interna.
 
Mas as perspetivas no médio prazo, segundo o FMI, mantêm-se fracas, devido à pouca procura e produtividade e fraco balanço dos bancos e das empresas.

Os representantes dos credores da Grécia, União Europeia e Fundo Monetário Internacional, chegaram esta segunda-feira a Atenas para começar as negociações com as autoridades gregas sobre um novo empréstimo ao país.

As negociações têm como objetivo finalizar o novo empréstimo ao país, num valor que pode chegar aos 86 mil milhões de euros, depois de um entendimento nesse sentido ter sido alcançado a 13 de julho, após duras conversações entre Atenas e os dirigentes dos países da zona euro.