Desta vez, as reuniões rápidas de uma hora, as suspensões e cancelamentos de reuniões sobre a Grécia deram lugar a uma cimeira que dura já há 15 horas. Madrugada dentro, continuou a maratona negocial que começou às 16:00 locais de domingo (15:00 de Lisboa). Esta manhã, o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk foi novamente convocado com uma " proposta de compromisso revisto " em cima da mesa, segundo o "The Guardian". 

Durante a noite, houve duas paragens para reuniões bilaterais e trilaterais. O primeiro-ministro grego já aceitou quase tudo, menos a criação de um fundo de privatizações. É o ponto que falta acordar, segundo o correspondente da TVI em Bruxelas.  
 
No Twitter, o ministro finlandês das Finanças já expressou a sua solidariedade para com os colegas que continuam sentados à mesa das negociações.
 
Há um ultimato para o acordo ser mesmo alcançado:  Alexis Tsipras terá até quarta-feira para aprovar as reformas consideradas mais urgentes pelos credores, no parlamento. Isto com grande sacrifício político para o governo Syriza: aumentar as taxa de IVA e cortar pensões 

As divergências subsistem sobretudo devido a dois pontos, designadamente o fundo de privatizações exigido pelos credores, assim como a participação do Fundo Monetário Internacional no novo programa de assistência que, no máximo, conseguiria encaixar 7 mil milhões de euros. Para além disso, Tsipras não quer que o dito fundo esteja sedeado no Luxemburgo.

Entre a espada e a parede, a verdade é que tudo pode acontecer. No domingo foi, inclusive, colocada em cima da mesa a hipótese de saída temporária da Grécia da zona euro. Nesta fase, impõe-se a pergunta, apesar de isto não ser um jogo ou uma brincadeira: game over?
 

"Inviável"


O ministro do Trabalho grego, Panos Skourletis, já veio dizer que o resgate grego que estará iminente é "inviável" e vai exigir o apoio da oposição ou mesmo um governo de unidade nacional para implementar as medidas de austeridade. E que terão de haver novas eleições este ano. 

"Em circunstâncias diferentes , se houvesse normalidade , se não houvesse controlo de capital e um problema bancário, diria imediatamente que devíamos ir a eleições", expressou, citado pela Reuters.   "As medidas do plano de resgate futuro não são viáveis".